Excelente texto! Me fez lembrar do trabalho hercúleo de manter uma identidade para se singulizar no meio social. A idade vai passando e ser 'comum' dá menos trabalho.
Aí é que tá. São tantas micro identidades, que não existe muito mais esse sentimento de ser "comum". Ele era uma construção simbólica do começo do século 20. Servia de oposição pra impulsionar alguém pra busca de ser "diferente" (e aí se engajar num mercado de nicho). Hoje, a ideia de comum virou estética e identidade também: você ainda tem que provar seu pertencimento por meio de consumo ou mídia.
Não sei exatamente. Me ajuda aê, Raisa. Minha intuição é a seguinte: a pessoa iria querer ouvir as músicas mais mainstream possíveis, rejeitar qualquer coisa que pareça intelectual, se vestir como quem nunca se preocupou com a aparência, essas coisas. Seria uma reação a qualquer coisa que pareça buscar ser diferente ou supostamente sofisticado.
Tipo a pessoa que trabalha em dois lugares, só coloca um no LinkedIn de forma discreta, sem alarde, não fala de assuntos do seu trabalho no Twitter, meio que ninguém sabe do que vive, e o pouco que posta entra em total contradição com o trabalho que faz etc. Chama "vida", no fim.
Ou as limitações da ideia de identidade. Particularmente as lógicas de identidade com as quais passamos a lidar do século 18 em diante. A vida deve ser muito mais que isso, senão não surgiriam as incoerências, né?
Excelente texto! Me fez lembrar do trabalho hercúleo de manter uma identidade para se singulizar no meio social. A idade vai passando e ser 'comum' dá menos trabalho.
Aí é que tá. São tantas micro identidades, que não existe muito mais esse sentimento de ser "comum". Ele era uma construção simbólica do começo do século 20. Servia de oposição pra impulsionar alguém pra busca de ser "diferente" (e aí se engajar num mercado de nicho). Hoje, a ideia de comum virou estética e identidade também: você ainda tem que provar seu pertencimento por meio de consumo ou mídia.
Faz todo sentido mesmo! Qual é a estética da 'pessoa comum'? Fiquei curiosa...😊
Não sei exatamente. Me ajuda aê, Raisa. Minha intuição é a seguinte: a pessoa iria querer ouvir as músicas mais mainstream possíveis, rejeitar qualquer coisa que pareça intelectual, se vestir como quem nunca se preocupou com a aparência, essas coisas. Seria uma reação a qualquer coisa que pareça buscar ser diferente ou supostamente sofisticado.
A definição ficou ótima! Melhor, impossível!
Que delícia de texto e me fez ter vários pensamentos sobre esse papo de multicosplay.
Tipo a pessoa que trabalha em dois lugares, só coloca um no LinkedIn de forma discreta, sem alarde, não fala de assuntos do seu trabalho no Twitter, meio que ninguém sabe do que vive, e o pouco que posta entra em total contradição com o trabalho que faz etc. Chama "vida", no fim.
Ou as limitações da ideia de identidade. Particularmente as lógicas de identidade com as quais passamos a lidar do século 18 em diante. A vida deve ser muito mais que isso, senão não surgiriam as incoerências, né?