Quando comecei a trabalhar, sempre me atrapalhei no fator "ganhar dinheiro" - e até hoje sou péssimo nisso, no como me precificar ou "valorizar". Tal como você, entrei na profissão por um interesse - no caso, ter meu próprio PC sem depender de outros mexendo (sou "suporte básico").
Uma linha de raciocínio que sempre me vem a mente é o fator "comunidade. O que você diz sobre "teatro social", entendo como "procurar fazer parte de algo". Somos pagos para fazer parte deste algo - o capitalismo nesta forma que está funciona assim, o dinheiro servindo como parâmetro de trocas sociais, no que antes tais trocas eram feitas com outras coisas, seja tempo de alguém ou algo de interesse - um objeto ou outra coisa necessária.
Em uma comunidade - seja familiar, um bairro ou similar - acabamos assumindo papéis de alguma forma. A pessoa que conserta algo, ou que prepara algo, ou que informa algo, ou que protege de algo. No capitalismo e quando fora de uma comunidade, este papel é trocado por papel e depende de seu talento. E seja conseguir um "brinde" - um cd, livro, computador ou peça, entendemos também que é parte do parâmetro de troca, dado que as pessoas sempre tentam impor um valor e com isso negociar para a troca. O dinheiro tentou ser um parâmetro. Tal falha pois parâmetros são volúveis conforme a cultura de uma comunidade.
Me pergunto as vezes também se observar os "povos originários" em comunidades "simples" e preservadas e seus comportamentos sociais não nos acabaria nos dando pistas para justamente nos ficar independentes do dinheiro e do capitalismo. Bem, não sou antropólogo.
Perdão qualquer coisa e fica meu agradecimento a ti pelo trabalho e ao Rodrigo Ghedin pela indicação do texto.
Só esclarecendo que a ideia de teatro social não é pejorativa. É parte fundamental da vida. Atribuímos um valor econômico a isso, mas é muito mais complexo. E, com razão, a antropologia tem bastante a dizer sobre isso. Obrigado pelo comentário.
Quando comecei a trabalhar, sempre me atrapalhei no fator "ganhar dinheiro" - e até hoje sou péssimo nisso, no como me precificar ou "valorizar". Tal como você, entrei na profissão por um interesse - no caso, ter meu próprio PC sem depender de outros mexendo (sou "suporte básico").
Uma linha de raciocínio que sempre me vem a mente é o fator "comunidade. O que você diz sobre "teatro social", entendo como "procurar fazer parte de algo". Somos pagos para fazer parte deste algo - o capitalismo nesta forma que está funciona assim, o dinheiro servindo como parâmetro de trocas sociais, no que antes tais trocas eram feitas com outras coisas, seja tempo de alguém ou algo de interesse - um objeto ou outra coisa necessária.
Em uma comunidade - seja familiar, um bairro ou similar - acabamos assumindo papéis de alguma forma. A pessoa que conserta algo, ou que prepara algo, ou que informa algo, ou que protege de algo. No capitalismo e quando fora de uma comunidade, este papel é trocado por papel e depende de seu talento. E seja conseguir um "brinde" - um cd, livro, computador ou peça, entendemos também que é parte do parâmetro de troca, dado que as pessoas sempre tentam impor um valor e com isso negociar para a troca. O dinheiro tentou ser um parâmetro. Tal falha pois parâmetros são volúveis conforme a cultura de uma comunidade.
Me pergunto as vezes também se observar os "povos originários" em comunidades "simples" e preservadas e seus comportamentos sociais não nos acabaria nos dando pistas para justamente nos ficar independentes do dinheiro e do capitalismo. Bem, não sou antropólogo.
Perdão qualquer coisa e fica meu agradecimento a ti pelo trabalho e ao Rodrigo Ghedin pela indicação do texto.
Só esclarecendo que a ideia de teatro social não é pejorativa. É parte fundamental da vida. Atribuímos um valor econômico a isso, mas é muito mais complexo. E, com razão, a antropologia tem bastante a dizer sobre isso. Obrigado pelo comentário.
que imagem perturbadora :|